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27 de mar. de 2012

5 dicas para fotografar casais


Dia dos namorados chegando… o amor está no ar… e não há nada melhor para guardar este momento do que fotografar todo este romance!

Pra mim fotografar casais, do ponto de vista da direção, é a coisa mais fácil do mundo! Só não é mais fácil do que crianças (que são sempre espontâneas) – isso porque casais apaixonadinhos se agarram, beijam, fazem carinho, dão risada e têm um brilho nos olhos ao olhar para o amado ou amada… e a gente nem precisa pedir nada, eles fazem isso “automaticamente” rs… assim nosso trabalho fica fácil ;) Mas algumas dicas são bem importantes caso você queira fotografar todo esse amor:
1. Adicione no ensaio o que é significativo para aquele casal

Use no seu ensaio o que tem a ver com o casal. Converse e descubra o que eles têm que é só deles e use na sessão! Abaixo um exemplo de um casal de amigos meus que adoram um cinema – ele especificamente é um cinéfilo de carteirinha. Conseguimos “emprestar” uma sala de cinema por uma horinha e fizemos fotinhos lá! Na falta da projeção real usei meu marido segurando um flash algumas fileiras acima deles ;) Essa foto não ficou somente esteticamente bacana, mas ficou com um significado real paraesse casal.


2. Casais adoram um beijo, mas não fotografe só isso!

Se a gente não presta atenção 80% das fotos de um ensaio com casal saem com beijo! Sério! Tudo bem que beijo é sempre muito bonito e romântico, mas preste atenção para registrar também olhares, carinhos e risadas!




3. Mas um pouco de beijo não faz mal…

…porque ele também é essencial ;)


4. Dê atenção aos dois!

Nada de fazer as fotos “focando” mais em um dos dois! Quando fotografamos casais temos que lembrar que os dois são igualmente importantes! Oras, um casal é feito de duas pessoas que se amam, porque dar mais destaque a uma só?


5. Peça para eles fecharem os olhos…

…para conseguir uma foto ainda mais romântica e verdadeira (essa dica é porreta, garanto!)


Os 5 erros mais comuns ao aprender a fotografar

Cada dia a fotografia fica mais acessível e eu fico mais feliz com isso. Mais pessoas podem se apaixonar e usar a fotografia como método de relaxamento, como hobbie ou como trabalho. Porém o processo de aprendizado é cheio de erros (que eu prefiro chamar de equívocos.) E não pense que esses equívocos são cometidos somente por quem está “começando” – nananica não! O primeiro erro é justamente esse:

1. Achar que o aprendizado tem data para terminar
Vejo muitos fotógrafos achando que ao completar um curso eles já não precisam mais estudar… ah, se fosse fácil desse jeito! Não existe nada nesse mundo de aprendizado finito. Todo conhecimento é elástico, muda, cresce… e é vasto. Tão vasto que, como diz o ditado, “tudo que você vai aprender na vida toda ainda não vai chegar aos pés de tudo que existe para aprender.” E a fotografia não é exceção.
2. Achar que a fotografia depende só do equipamento…
Esse é o erro mais clássico (e, como dá para perceber, gosto de bater nesta mesma tecla) mas que mais se repete. Ter uma câmera foda não faz de ninguém um fotógrafo foda. Assim como ter uma cozinha com as tecnologias e marcas mais incríveis não faz de ninguém um Chef.



Foto por Hamed Saber (CC)
3. …ou achar que a fotografia só depende do olhar.
Sabe quando ninguém sabe o que culpar e culpa o “sistema”? Na fotografia esse “objeto” subjetivo chama-se olhar. Esqueça a palavra “olhar.” Estamos criando imagens que, dependendo do uso final, precisam de técnicas, estudos, embasamentos e lógicas específicos. Até a arte, que a princípio parece ser puro caos, tem lógica. E isso também vale para a questão do equipamento: é claro que tendo como objetivo ser um profissional você precisará de equipamentos que permitam a velocidade e qualidade que o mercado necessita. Então lembre-se: não são somente aqueles com dom ou sorte que possuem o tal “olhar fotográfico”, e sim aqueles que estudam e correm atrás disso. O olhar tem lógica e pode (deve) ser aprendido.

4. Querer saber de tudo um pouco
Eu notei uma evolução tremenda quando desisti de fotografar tudo para focar nos retratos. Ainda fotografo um pouco de paisagens, ainda fotografo um pouco de produtos, ainda fotografo um pouco disso e daquilo em viagens ou até ensaios de retratos (“técnica mista”.) Mas parei de tentar ser uma especialista naquilo que não preciso. O que eu mais gosto é de retratos. Então quanto mais tempo eu puder dedicar ao estudo na minha área de maior interesse melhores serão minhas fotos! Eu não preciso de fotos com qualidade de National Geographic das minhas viagens. E isso leva ao último ponto…
5. Fotografar ao invés de aproveitar a vida
Toda lista de “coisas a fazer para aprender a fotografar” diz que você deve levar sua câmera para todos os lugares. Eu mesma já falei sobre isso aqui. Mas, por favor, tome cuidado com isso. Quando menos percebemos estamos fotografando tudo e não estamos aproveitando nada. Ao viajar, por exemplo, tire algumas fotos bonitas e depois guarde a câmera bem guardadinha para ir aproveitar sua viagem! Aliás, ouso dizer: tire fotos feias! Use sua compacta, use seu celular… guarde suas recordações como “uma pessoa comum” – e você vai ver que, emocionalmente, elas terão o mesmo valor de uma foto toda pomposa.



Ao invés de ficar o tempo todo com a câmera no pescoço tratei de ir tomar um banho de rio e comer peixe aproveitando minha rápida passada em Manaus para o Workshop! E não me arrependi :)

Por que eu gosto de fotografar em locações externas

Sou muito suspeita de falar sobre locações para fotografar. Quando comecei a fotografar, por estar na área de Retratos, meu sonho era ter um estúdio. Principalmente em Curitiba, aonde as coisas demoram um pouquinho a chegar, fotografar fora de Estúdio era muito “pra frentex” – a tendência ainda não tinha chegado nem no Brasil, quanto mais na minha província :P

Porém percebi que eu gostava mesmo é da liberdade de uma locação externa, e que eu devia insistir nesse estilo. Insisti e, pra minha própria surpresa, deu certo!

É bom deixar claro que não tenho nada contra fotos de estúdio, só acho que a gente tem que insistir naquilo que nós gostamos e as chances de dar certo serão maiores :) Além de ser mais gostoso é recompensador! Não tenha medo de não ter mercado: as coisas podem mudar e você pode ser o percursor disso.

Mas por que eu gosto tanto das fotos externas?
Muito espaço

Como é bom ter espaço para trabalhar! Poder fazer fotos beeeeem abertas, com céu, com paisagem, com tudo que tem em volta… Adoro isso! O estúdio é limitado àquele espaço aonde está o fundo infinito. E eu sou muito revoltada pra me limitar a um só espaço.


Luzes diferentes todo dia

Que é mais difícil trabalhar com a luz natural é fato! Acabamos tendo que nos preocupar com a luz o tempo inteiro mas tudo isso é recompensado pelas diferentes variações da iluminação.

Durante o dia a luz muda a cada hora e pode estar nublado, com poucas nuvens ou ensolarado, pode ser inverno ou pode ser verão. A cada oportunidade temos uma luz diferente pra trabalhar e isso faz as fotos ficarem sempre diferentes. Além de incitar a criatividade e a improvisação!


Cores, formas e elementos que completam a foto

O tipo de foto que faço pode se beneficiar de uns elementos a mais no quadro. Um pouco de cor aqui, formas diferentes ali… podemos brincar e inovar muito mais com a composição quando temos algo além da pessoa em um retrato! E pra mim tentar composições diferentes é a parte mais divertida de fotografar.




O que é uma foto poluída, e como evitá-la



O que significa?

Uma foto poluída dá destaque para muitas coisas ao mesmo tempo. É como aquelas pessoas que falam, falam, falam e não dizem nada. Isso pode acontecer por vários motivos:
São muitos elementos que não conversam entre si
Dá-se muito destaque aquilo que não merecia destaque
O ponto mais importante da foto não tem mais destaque do que os secundários
Não existe um equilíbrio entre os elementos da composição
A foto não conta uma história e não instiga a curiosidade
Ao olhar a foto não sabemos para onde olhar primeiro

Lembre-se que o que você está fotografando não interessa muito. Pode ser uma paisagem incrível, uma modelo linda, o quintal da sua casa ou uma textura encontrada num cantinho da sua cidade: tudo pode resultar em uma foto bonita se você prestar atenção nos pontos acima.
Como evitá-la?

Antes de clicar pense no objetivo da sua foto: o que ela quer contar? O que ela quer mostrar? Tudo que estiver na foto e não estiver ajudando a contar esta história é poluição. O que fazer com essa poluição? Esconda! Chegue mais perto, desfoque o fundo, tente ângulos mais altos ou mais baixos. Componha a foto pensando em todos esses detalhes. É esse cuidado na hora de compor sua foto que vai diferenciá-la de uma foto sem sal!

Uma foto que poderia ser ordinária pode ficar interessante desfocando o fundo…

Caneca | 70mm – f/2.8 – ISO 100 – 1/500s

…procurando um ângulo mais alto ou mais baixo…


Beijinho | 24mm – f/2.8 – ISO 250 – 1/100s

…ou chegando mais perto.


Retrato | 70mm – f/2.8 – ISO 100 – 1/250s



No post anterior me pediram para colocar fotos “erradas” também. Eu acho injusto pegar uma foto dos outros e falar que está feia, então vou ter que manchar minha imagem e mostrar as minhas fotos horríveis :P Lá vai uma foto totalmente sem sal porque foi tirada sem pensar:



O que essa foto tem de errado? Tudo! O céu não tem graça nenhuma (então pq mostrá-lo?), a vegetação é toda da mesma cor e não diz nada além de “oi, sou uma vegetação” e as casas não ajudam em nada na composição. Não é a câmera usada e sim aquele equipamento mais importante: nosso olhar. Uma foto só fica feia por preguiça de olhar.

Não tenho uma foto muuuuuito melhor deste mesmo lugar pra comparar mas uma ficou um pouco mais interessante simplesmente porque cheguei mais perto:



Não chega a ser boa (tá, eu tava bem preguiçosa nesse momento) mas dá pra ver a melhora comparando com a de cima, né? Além disso a foto conta uma história (uma biblioteca comunitária de uma pequena ilha no litoral do Paraná.)

O que é resolução?


Imagine que uma foto é feita de vários pontinhos. Cada pontinho tem uma cor e juntando muuuuitos pontinhos chegamos a uma imagem completa.



A resolução é, bem resumidamente, a quantidade de pontinhos em um determinado espaço. Quanto mais pontinhos em um espaço, mais detalhes teremos na imagem.

Simples assim! Mas existem alguns outros detalhes, é claro:

1. Pixels ou pontos reais?
Pixels são diferentes de pontos reais. Pixels são os pontos em uma tela (de computador ou da televisão, por exemplo), mas uma imagem com vários pixels não é necessariamente uma imagem com resolução adequada. Por exemplo:



Embora as duas imagens ocupem a mesma quantidade de pixels da tela do seu computador dá para ver que a primeira tem uma qualdiade maior. Isso acontece porque a imagem da esquerda tem 360px de largura e 360 pontinhos de informação. Já a segunda imagem tem 360px de largura e apenas 160 pontinhos de informação nessa largura.

É por isso que não dá para aumentar imagens e manter a qualidade delas como acontece nos seriados de investigação :-)

2. Qual resolução usar?
Dependendo do meio aonde está a foto é necessário ter mais ou menos pontos por polegada. É isso que chamamos casualmente de “Resolução”.

Ao fazer uma imagem para mostrar na tela do computador (a imagem que vai para o flickr, por exemplo) usamos uma resolução de 72 pontos por polegada, pois isso é o que, no geral, as telas mostram.

Ao fazer uma imagem para uma ampliação (em 15x21cm para um álbum, por exemplo) é preciso usar uma resolução maior, pois os pontinhos são impressos mais “apertadinhos” e assim garantimos mais qualidade. A resolução indicada nesse caso é de 300 pontos por polegada.

Ao fazer um Outdoor a resolução é bem menor, pois vemos Outdoors bem de longe, normalmente fica em torno de 30 pontos por polegada. Se você chegar perto de um Outdoor vai notar que dá pra ver os “quadradinhos” da imagem!

O nome certinho disso que chamamos casualmente de resolução é DPI (Dots per Inch, ou pontos por polegada.)

3. E os Mega Pixels?
Já falei aqui que uma câmera com mais Mega Pixels não é necessariamente uma câmera melhor, e isso continua sendo verdade!O que importa é a qualidade do Sensor. A quantidade de Mega Pixels, conforme vimos acima, vai definir o tamanho máximo de ampliação de uma imagem sem diminuir a sua qualidade. Se uma câmera tem um sensor muito ruim e vários Mega Pixels ela vai simplesmente fazer fotos horríveis e enormes ;-)


Expor, Focar e Compor


Exposição

Sabe quando uma foto tá muito escura? Ou quando uma foto tá muito clara? Ou quando o fundo está lindo, mas você não consegue ver a pessoa na foto? Então, esses são problemas de Exposição. Dominar a Exposição é dominar a Luz. Para fazer isso, você começa definindo a pirâmide: Velocidade, Abertura e ISO. Falei mais sobre elas na Apostila “Aprenda a Fotografar em 7 Lições.” Se você não sabe o que são essas três configurações, sugiro que leia a apostila.

Se você sabe, lembre-se que saber controlá-las é apenas o início. Deixar a flechinha do fotômetro no meio até um macaco bem treinado consegue fazer. O negócio é saber como equilibrar a Luz de acordo com o resultado que você quer. E pra isso às vezes a flechinha não vai ficar no meio, às vezes você vai precisar mexer na abertura, às vezes o melhor vai ser mexer na velocidade, às vezes o melhor vai ser usar um Flash Externo, ou um Rebatedor. Meu fotômetro achou que a foto abaixo estava escura demais, por exemplo, mas era assim que eu queria:


La Tour Eiffel | Canon 7D – 110mm – f/5.0 – ISO 800 – 1/640s

Está tendo dificuldades com a exposição? Use o Histograma. Ele é seu melhor amigo nessa hora.

Foco

Eu ainda me impressiono com o tanto de foto fora de foco que vejo nos Flickrs e blogs da vida. E ainda fico indignada (quem já foi no meu Workshop conhece bem essa minha indignação.) Foco é essencial.

Primeiro você decide o que é importante. Aí você decide o que tem que ficar em foco. Aí você faz o foco. Sim, existem fotos boas sem foco algum, mas via de regra o fotógrafo fez isso querendo. Não foi porque ele estava com preguiça de estudar, foi porque uma foto fora de foco era o objetivo!

Uma foto de uma criança linda e sorridente, com o foco lá nas árvores do fundo não é uma foto tecnicamente boa. Pode ser uma foto especial, pode ser uma foto que traz emoção e pode até ir pro álbum, mas a foto não é boa (e eu não colocaria essa foto no blog se fosse você.)

Se esforce para conseguir fotos focadas. De vez em quando algumas podem não sair perfeitas, o foco pode estar errado, mas a foto ainda está bonita. Tudo bem, uma ou outra passa. Nem os melhores fotógrafos escapam disso (na realidade fico aliviada quando vejo uma foto de um fotógrafo famoso com um foco um pouquinho errado, sinto que eles são humanos também.)


Retrato | 70mm – f/2.8 – ISO 100 – 1/250s

Mas não saber controlar seu Foco não dá. Não se importar com o foco? Não dá. Uma foto com foco errado é tão ruim quanto uma foto “escura” ou “estourada”: de vez em quando passa, mas, via de regra, não dá.

O maior problema não é nem a foto com o foco “errado”, e sim perceber que muitos não se importam em definir o foco. Deixam tudo no automático e seja o que a câmera quiser. Não, não nããããão!
Compor

Na realidade uma foto com exposição e foco corretos é fácil de fazer. Depois de um tempo treinando essas configurações são feitas em microsegundos na nossa cabeça. Mas o que diferencia eu, você e todos os outros fotógrafos do mundo é a forma como fazemos a composição. É o nosso ponto de vista, é o nosso ângulo, é o que nos importa, é o que queremos mostrar.

A composição na fotografia segue as mesmas indicações (ou regras) que em qualquer arte plástica: equilíbrio, linhas, cores, texturas, formas, espaços, luz/sombra e padrões. Fuja dos ângulos comuns, das poses manjadas, da luz previsível e que todo mundo faz. Use os elementos do quadro para mostrar o que você acha importante e esconder o que não acha. Deixe um monte de espaço vazio. Deixe um monte de espaço cheio. Chegue mais perto. Use a sombra. Suba na árvore. Se jogue no chão. Se mexa!



Em um momento em que câmeras de celular conseguem fazer fotos com exposição correta e foco aceitável, a composição é a única coisa que de fato separa um Fotógrafo de uma pessoa tirando foto bracinho na balada. Lembre-se disso!
Extra – Equipamento

Noto que sempre que alguém me pergunta “o que é essencial para começar”, estão falando de equipamentos, e não dos itens que citei acima. :-) Naturalmente antes de pensar em comprar equipamentos a gente precisa entender que a fotografia não é equipamento. Equipamento é ferramenta, e embora seja super legal ter a ferramenta mais cara e perfeita, não é ela que vai definir a qualidade das nossas fotos. Por isso primeiro invista seu tempo no estudo de Exposição, Foco e Composição, e depois pense no Equipamento.

Mas, como a gente tem que começar de algum lugar, sugiro começar com uma câmera reflex que caiba no seu orçamento (atualmente – 2011 – eu indicaria a Canon Rebel T2i) e uma 50mm. Depois, conforme você percebe o que gosta de fotografar e aparecem as limitações você decide se precisa de uma nova câmera ou de novas lentes.

5 Dicas de um Retrato Bonito

A foto é essa:



Além de uma modelo linda e com um brilho que só grávidas têm no olhar, o que eu usei nesta foto? Vamos por etapas:




1. Foreground
Uma coisa que eu adoro fazer em retratos é adicionar elementos no primeiro plano. Além do fundo desfocado e do assunto focado gosto de ter um “elemento X” na frente de tudo isso adicionando mais profundidade à foto. Neste caso o bagulhinho que faz barulho com o vento serviu a este propósito. O legal é que como este elemento fica perto da câmera pode ser qualquer coisa, pois não vai dar pra ver o que é! Neste caso aquelas bolinhas disformes no centro superior da foto dão um ar de conto de fadas sem que ninguém saiba (até agora) que eram só sininhos.

2. Luz vindo de trás
A luz do sol estava bem dura no momento desta foto (exatamente por isso levei ela para uma sombra) e por isso a luz vinha de trás. Isso garantiu sombras suaves (e quase inexistentes) no rosto dela e um efeito “High Key” combinado com o fundo.

3. Cortina de estrelas
Me casei no mesmo espaço onde realizo meus ensaios, e essa cortina foi feita para o casório. Na mesma época fiz alguns ensaios e todo mundo amou a tal cortininha. O efeito nas fotos é realmente bem bacana :) Por isso mantive a cortina e nesta foto ela deu um toque especial com os bokehs estrelados. Coisas do acaso! rs

4. Modelo sentada
É muito mais fácil você fazer um retrato próximo assim quando seu fotografado está sentado, pois ele/a fica mais à vontade. Quando estamos de pé ficamos em dúvida com o que fazer com os pés, com as mãos, pra que lado virar… sentadinha a pessoa não tem muito o que fazer além de relaxar.

5. Foto de um ângulo mais alto
Outra vantagem da pessoa estar sentada é que você consegue um ângulo mais alto (que automaticamente valoriza os rostos femininos) mais facilmente. Como sou baixinha subi no murinho para conseguir o melhor ângulo :)
Dica extra: Foco

Se você já sabe que foco em retratos é sempre nos olhos pode pular essa dica. Se você ainda não tem certeza, agora vai ter: FOCO É SEMPRE NOS OLHOS. Note que quase mais nada nesse retrato está em foco. Nariz, boca, cabelo… está tudo um pouco menos em foco que os olhos. Mas como os olhos estão nítidos parece que a foto inteira está extremamente nítida. Se eu tivesse focado sem querer nos cílios ou na ponta do nariz dela, a foto inteira ia parecer fora de foco. Por isso guarde bem essa dica: foco é sempre nos olhos.

Ah! Não interessa como você faz isso (usando foco automático ou manual, spot, selecionando o ponto de foco na hora ou travando ele) desde que você possa decidir aonde quer o foco e, podendo decidir, decida sempre nos olhos ;)
Dica extra-extra: Preto e Branco

Além de tudo essa foto foi feita pensando em ser convertida para o P&B. Ensinei como transformar fotos em Preto e Branco usando o Lightroom neste vídeo.


As 5 virtudes da edição


1. Corrigir o balanço de cor

As cores da sua foto podem estar diferentes da realidade por vários motivos: sua câmera está um pouquinho descalibrada, luzes muito variadas e malucas no local, balanço de branco difícil de fazer na hora… se você está fotografando em RAW corrigir o balanço de cor é mamão com açúcar. Com um simples conta gotas e uma área cinza você faz o balanço de cor da sua foto.


2. Criar efeitos que têm algum significado
Os efeitos da moda são passageiros. Já efeitos que têm algum significado ficam pra sempre. Por exemplo: agora que estamos no outono adiciono um efeito (um simples preset que criei no Lightroom) que deixa as cores verdes mais amareladas. Assim, mesmo aqui no Brasil as cores não mudando drasticamente, dá para notar que a foto foi feita no outono. Esse é um exemplo de efeito que mesmo não sendo muito discreto tem um objetivo.


3. Usar vinhetas com parcimônia
Embora eu adore falar mal das pobres vinhetas, elas não são tão ruins assim. O problema é sempre o uso exagerado (e isso vale pra tudo!) Usando a vinheta de forma delicada, para chamar mais atenção para o centro da foto, ela pode sim ser sua aliada.


4. Corrigir defeitos de pele que não são permanentes
Quando fazemos um retrato queremos buscar o melhor daquela pessoa, não uma pessoa diferente! Porém existem defeitinhos que não fazem parte dela. Espinhas, machucadinhos e outros problemas temporários podem ser retirados e sua foto ainda vai ficar verdadeira.


5. Adicionar nitidez em fotos digitais
Todo mundo já sabe que as fotos digitais carecem de duas coisas, em comparação às fotos de filme: nitidez e profundidade. Isso é fácil e normalmente necessário de arrumar na edição. No Lightroom, por exemplo, temos um ótimo painel de nitidez (Sharpness) e também de profundidade (Clarity.) Use e abuse dessas ferramentas para deixar sua foto ainda mais bonita.



22 de mar. de 2012

"cakepop" “pirulibolo” “bolo no palito”



Estava navegando pelo site da fotógrafa Aline Machado e achei essa inspiração linda: uma bandeja de “cakepop“, ou “pirulibolo” ou “bolo no palito” na mesa de doces do casamento. Gostaram? A doceira Eli Mafra, do Bolinhos & Bolinhas, ensina como fazer!

Cakepop, bolo no palito, pirulibolo… Tudo isso serve de nome para este docinho lindo e divertido de fazer e comer. Estão prontas para aprender a fazer essa delicinha!

Antes de começarmos, vale dizer que as quantidades de ingredientes desta receita variam muito de acordo com o tamanho do bolo que você vai usar de base!

Ingredientes:
- Um bolo já assado, e em temperatura ambiente – os mais gostosos, na minha opinião, são dechocolate e baunilha.
Uma dica importante: a receita não pode levar óleo, senão a massa fica muito engordurada e não conseguimos a consistência certa para o bolo não desmanchar quando for mordido;
- Chocolate meio amargo derretido, cerca de 200g;
- Creme de leite, ganache, Nutella ou doce de leite para dar a consistência certa da massa;
- Palitos de pirulito ou sorvete;
- Confeitos coloridos.



Como fazer:
- Destrua o bolo assado. Isso mesmo! Pegue uma tigela e comece a esfarelar todo o bolo. Dá dó, mas o restultado final vale a pena. Juro!


- Bolo esfarelado, é hora de colocar o que você escolheu para dar a liga em ação. Eu costumo usar creme de leite no bolo de baunilha e ganache no de chocolate. Acrescente aos poucos e vá amassando até encontrar a consistência certa. O bolo fica parecendo massinha de modelar. Para saber se acertou o ponto, pegue um pouco de massa, enrole e aperte, ela deve demorar um pouco antes de esfarelar na mão.



- Pegue pequenas quantidades da massa enrole, como brigadeiros, e coloque em um prato. Leve ao congelador por cerca de 20 minutos. Não é para congelar, é só para estar firme.



- Tire as bolinhas do congelador e banhe-as no chocolate, de preferência sem mexer o palito pelo chocolate, para que a bolinha não se solte. Só mergulhe a massa no chocolate, e jogue-o com a ajuda de uma colher até que cubra toda a bolinha.



- Tire o excesso de chocolate dando leves batidinhas no punho que segura o palito.



- Jogue os confeitos por cima e espete numa placa de isopor.
- Leve-os à geladeira por alguns minutos para o chocolate endurecer mais liso.

Voilá! Estão prontos os bolos no palito! Eles são ótimos para uma reunião de amigos, chás, ou pra matar a vontade de doce no meio da tarde. Uma dica para a apresentação ficar legal é pegar um vasinho, encher de isopor no fundo e espetar os palitinhos, como eu fiz aqui!

30 dicas para emagrecer

1- Durma no mínimo 7 horas por dia
Caso durma menos horas por dia, o organismo não produz a quantidade necessária de serotonina (hormona do bem-estar) e de dopamina (que aumenta os níveis de energia).


E na tentativa de compensar esta falha vai aumentar a ansiedade e fazê-la desejar alimentos com açúcar, devorando tudo o que vê pela frente. Implemente mudanças na sua rotina.


2- Tome sempre o pequeno almoço-SEMPRE!
É sem dúvida a refeição mais importante, o combustível de arranque para um novo dia, evita o mau humor e a falta de energia. Comece com um sumo de fruta natural feito na hora, pão integral, queijo magro, frutos secos ou cereais integrais

3- BEBA ÁGUA
A água é importante porque ajuda no transporte de nutrientes, vitaminas e minerais. Beba cerca de 2 litros, ou oito copos de água/dia. A falta da água necessária, provoca falta de energia, o que vai fazer com que o seu organismo peça ‘açúcar.

4- Compre pela Internet ou faça listas
Cinja-se ao que realmente lhe faz falta e não se atreva a ir às compras com fome. Comprar pela internet é uma boa alternativa: poupa tempo e garante que não cai em tentações. Numa ida ao supermercado as listas podem ser as suas maiores amigas.

5- Use Alimentos Magros
O segredo é ingerir a mesma quantidade mas com muito menos calorias, por isso Opte por carnes magras (frango, coelho, peru) e leite, queijo e iogurtes também magros.

6- Coma de três em três horas
Se quer mesmo emagrecer, faça refeições de três em três horas. Com esta rotina acabará por controlar a fome com quantidades mais reduzidas. Saltar refeições não emagrece, muito pelo contrário: vai fazer com que coma mais.

7- Use alimentos Integrais
Os hidratos de carbono refinados são digeridos pelo organismo mais depressa, despertando a sensação de fome. Substitua-os pelos integrais: saciam mais e engordam menos. Arroz, massa, farinha, pão, batata... são alguns exemplos.

8- Diminua o prato
Quanto maior for o prato, mais tendência terá para enchê-lo. Prefira pratos de sobremesa. Como diz o famoso médico norte-americano Dr. Oz, “lembre-se que a dose ideal tem o tamanho da sua mão fechada”.

9- Mastigue bem os alimentos
Coma devagar, para permitir que a comida chegue ao estômago e o cérebro receba a mensagem ‘já chega’. Fique saciada com menos quantidade.




10- Utilize na mesma os Hidratos de carbono
Perca peso sem perder o sentido de humor! Inclua um hidrato de carbono complexo (de absorção lenta) à refeição (nunca pão!), sempre em quantidades moderadas e, preferencialmente, massas e cereais integrais.

11- A sua mão é o doseador
Pense em doses individuais como um punhado de arroz (cerca de 50 a 70g) ou de massa (70 a 90g). Assim, não terá a tentação de comer em excesso.

12- Use e abuse dos legumes
São fonte de vitaminas do complexo B, potássio, fibras e ferro, mas sem grande valor calórico. Garantem energia e são indispensáveis à formação dos músculos.

Devem ser ingeridas todos os dias: feijão, lentilhas, ervilhas, grão-de-bico..

13- Faça um Arco-Íris no prato
Com diversidade garante uma alimentação mais completa e sem aumento de peso (não abuse nas quantidades)!

Seleccione alimentos com cor: quanto mais variedade melhor, especialmente legumes. Milho, beterraba, tomate, brócolos, cenouras, saladas, etc.

14- Petisque sementes de goji ou pipocas
As pipocas sem gordura ou açúcar, vendidas nos supermercados para preparar em casa (no micro-ondas) têm a vantagem de não engordar tanto e são uma boa fonte de fibras. Não coma as pipocas dos cinemas, são ultra calóricas; Também as sementes de goji, uma pequena baga vermelha que reúne inúmeros nutrientes (ácidos gordos, vitaminas, aminoácidos) podem ajudá-la a controlar o ‘vício’ de petiscar.

São tão concentradas nutricionalmente que não precisa de comer muito: uma colher de sobremesa por dia basta. Coma-as diretamente do saco ou adicione-as aos cereais, batidos ou iogurtes.

15- Opte por meias doses
Quando jantar fora peça apenas meia dose. Se não houver, divida uma dose com alguém.

16- Legumes, sim mais legumes.
São pouco calóricos e ricos em fibra, saciam, são ricos em fibras, minerais e vitaminas e regulam o trânsito intestinal. Mas nada de ‘estragá-los’ com molhos ultra calóricos.

17- Invista no equipamento de exercício físico
Invista em roupa confortável e sexy para fazer exercício. Nem sequer tem de gastar muito dinheiro (mas, se puder, as marcas de desporto têm sugestões fantásticas). Com a autoestima em cima, os resultados do seu ‘esforço’ só podem ser os melhores.

18- Passeie o cão
O exercício faz bem ao corpo e à mente. Jogue ténis, vá passear o cão, brinque com as crianças, esqueça o elevador, saia para dançar... Mas mexa-se!

19- Abdique de um alimento favorito por mês
Substitua um alimento que boicote a sua boa forma por algo muito mais saudável.

20- Não abuse da fruta
Sabia que as maçãs, por exemplo, por serem ricas em fibra, são das que mais saciam?

Cerca de 85% da sua composição é água, tem muito poucas calorias ou gordura, e contém muitos antioxidantes, sobretudo na casca.

Três peças de fruta por dia, não sabe o bem que lhe fazia (nada de abusos porque a fruta também engorda).

E atenção, a fruta da época é geralmente mais nutritiva.



21- Tenha uma atitude positiva
Manter-se motivada e confiante é meio caminho para atingir os seus objetivos. Assim que começar a perder peso vai sentir-se com mais força para ultrapassar os momentos de fraqueza. Confie em si.

22- Use especiarias
Garantem sabor e diminuem a necessidade de adicionar gorduras, como molhos repletos de calorias.

23- Coma frutos secos
Dão uma sensação de saciedade, são ricos em fibras, pelo que aceleram o trânsito intestinal, reduzem a taxa de açúcar no sangue, o que limita a acumulação de calorias, e contêm ‘gordura boa’ que acelera o metabolismo.




Mas atenção: não ultrapasse um punhado de frutos secos por dia (coma entre as refeições) e prefira-os inteiros, pois enquanto está entretida a descascá-los sacia o apetite.

24- Coma antes de sair de casa
Se for jantar fora, jogue pelo seguro e coma uma sopa antes de sair ou um ovo cozido, uma cenoura crua, um iogurte natural... Assim resistirá à tentação de devorar as entradas ultra calóricas quando chegar ao restaurante.

25- Coma sopa todos os dias
Se começarmos a refeição com um prato de sopa ingerimos cerca de 20% de calorias a menos. Cebola, alho, espinafres, agrião, curgetes, beringelas, brócolos... Também deverá adicionar uma ‘mão’ de leguminosas, ricas em proteína, fibra e sabor. Sopa com batatas, cenouras e abóbora, só muito de vez em quando.

26- Compre um step
É económico, eficaz e não ocupa espaço (pode ser arrumado debaixo da cama ou dentro de um armário). É um bom exercício cardiovascular e tonifica as pernas e glúteos. Suba e desça enquanto vê as notícias todas as noites.



27- Continue a comer chocolate (Uma boa notícia)
Pode continuar a comer chocolate, desde que seja preto e apenas um quadradinho por dia. Não são 30kcal que vão desviá-la dos seus objetivos. Faça-o render, derreta-o na boca e saboreie o seu guilty pleasure.

28- Coma queijo fresco
Obtido a partir do leite de vaca, cabra ou ovelha, o queijo fresco é mais rico em água e tem menos calorias que os restantes, nomeadamente os curados. Além disso, é uma excelente fonte de proteínas.

29- Faça os seus gelados
Compre o seu iogurte light favorito e guarde-o no congelador durante três horas. Tire-o do frio 10 minutos antes de o comer e acompanhe com pedaços de fruta. Assim, compensa o desejo de ‘pecar’ com alimentos mais calóricos.

30- Aprenda a cozinhar


Inscreva-se num curso de culinária e descubra pequenos truques, como substituir ingredientes calóricos por outros que não prejudiquem tanto a dieta. Os livros e workshops de culinária estão na moda.